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Depois de vencer em cima da FENNEL Femele e depois da Shopify Rebellion GC, a Team Liquid alcançou o top 3 VCT. Com isso, a equipe chega às finais da Chave Superior, enfrentando a poderosa europeia, G2 Gozen. Lembrando que essa disputa vale vaga para a Grande Final, mas em caso de derrota, ainda possui uma segunda chance, na Chave Inferior.

Team Liquid x FENNEL Female

Team Liquid contra FENNEL Female, no VCT Game Changers Championship – Reprodução: Valorant Esports

A partida de estreia da Team Liquid foi contra a japonesa FENNEL Female. Saindo com uma vitória por 2-1, as brasileiras da Liquid fizeram uma série emocionante. Mesmo perdendo um mapa, as jogadoras mostraram um nível elevado, além de uma adaptabilidade grande. Os mapas jogados foram Ascent, por parte da Team Liquid, Icebox, pela FENNEL e Breeze, como o mapa decisivo.

Um dos detalhes mais interessantes de se observar na série, foi o trabalho em conjunto das jogadoras. Foi clara a evolução das jogadoras, desde as finais do VCT Game Changers Brasil, contra a B4 Esports. Diversos erros foram corrigidos e em praticamente todas as trocas, havia uma jogadora cobrando. Confira abaixo como foram as composições e o jogo nos mapas:

Pick e ban dos mapas de Team Liquid x FENNEL Female – Reprodução: Valorant Esports

Primeiro mapa – Ascent

O fato do mapa da Ascent ter passado, foi algo surpreendente. É de conhecimento que muitas equipes brasileiras e em especial a Liquid, possuem uma maestria muito grande no mapa. Inclusive, no segundo jogo, contra a Shopify Rebellion, ele foi banido. Por ser escolha da Liquid, a FENNEL escolheu o lado inicial, que foi o lado Atacante.

Nas composições, houve apenas uma diferença entre as duas, dentro do Iniciador. A Liquid escolheu jogar de Jett, Omen, Kay/O, Killjoy e Sova. Enquanto que FENNEL escolheu jogar com a Jett, Omen, Kay/O, Killjoy e Fade. Ou seja, a diferença ficou entre o Sova e a Fade, dois iniciadores, que fornecem informação, mas com propósitos distintos.

O Sova é especialista em fornecer uma informação precisa, além de tirar jogadores da mira, para quebrar a flecha. Enquanto que, a Fade, é uma Iniciadora de informação, mas sem tanta precisão, mas com um foco em tirar adversários de posição. Dentro do mapa da Ascent, ambos são bem jogados, porém o Sova possui uma certa vantagem, por aproveitar das suas flechas de choque, para anular plants e desarmes.

Na primeira metade, a Liquid foi soberana, conseguindo emplacar uma defesa absurda. As jogadoras estavam conseguindo usar a sua agressividade, cobrindo pontos avançados e abusando de rotações velozes. Com um placar de 9-3, as brasileiras foram para o lado atacante, sabendo que estavam numa vantagem grandiosa.

E foi dito e feito. Depois de vencer as duas rodadas iniciais, chamadas de ‘round pistol’, a Liquid perdeu apenas a rodada seguinte. Nesse round, por padrão, a equipe que perdeu anteriormente, tem uma vantagem econômica maior, conseguindo comprar equipamentos completos. Por isso é comum ver placares de 2-1 e no 4º round falarem que é o round armado completo. No final das contas, a Team Liquid fechou o mapa em 13-4, com destaque para a nat1, que jogou muito bem com o seu Kay/O, com uma Pontuação Média de Combate de 365 pontos.

Segundo mapa – Icebox

Na Icebox existia um pouco mais de preocupação. A FENNEL possuía maior vantagem, com algumas vitórias, além de uma estratégia bem complicada. Por ser uma escolha da equipe japonesa, a Liquid escolheu iniciar no lado Defensor. Além disso, vimos composições parecidas, com apenas duas diferenças, sendo uma no Iniciador, novamente, e outra na troca de um Sentinela por um Controlador.

As duas equipes fizeram a famosa composição sem duelista, aproveitando da facilidade do uso do Chamber e de uma flexibilidade no uso dos demais agentes. A Team Liquid escolheu seguir o tradicional, usando Chamber, Viper, Kay/O, Sova e Sage. Esses agentes conseguem fazer o básico do que se pede no mapa, conseguindo informação, controle e apoio em regiões do mapa. 

Enquanto isso, a FENNEL escolheu dar uma inovada, jogando de Chamber, Viper, Kay/O, Fade e Omen. Esse tipo de composição perde o controle da Sage, que consegue facilitar o plant da Spike no bomb B. Porém, possui um controle de região, além de mobilidade, por conta das habilidades do Omen. A sua Paranoia, junto da sua ultimate, consegue ser muito impactante, facilitando as rotações. Por fim, a Fade acaba fazendo um papel semelhante ao primeiro mapa, mostrando a preferência da equipe na agente.

Na primeira metade, a Liquid teve algumas de suas estratégias anuladas, principalmente pela suzu, que estava jogando de Omen. A sua mobilidade e presença, atrapalharam as estratégias de defesa. O placar terminou empatado, em um 6-6, que não era, ao todo, uma pontuação ruim. Contudo, isso mostrou diferença na segunda metade.

Quando os lados viraram, a defesa da FENNEL era algo fenomenal, com as jogadoras conseguindo ótimos abates, além de avanços bem rápidos. As jogadoras brasileiras conseguiram fazer apenas dois pontos, perdendo o mapa por 13-8. O destaque foi para a suzu, que jogou muito bem com o seu Omen e teve uma Pontuação Média de Combate de 367 pontos.

Terceiro mapa – Breeze

Por fim, chegamos no terceiro e decisivo mapa, Breeze. Ambas as equipes possuíam pontos fortes e fracos nele, deixando tudo incerto e difícil de palpitar. A Team Liquid começou no lado defensor, que é tido como um dos mais complicados, principalmente quando se enfrenta uma composição, como o da FENNEL.

As japonesas da FENNEL jogaram com Jett, Sova, Viper, Cypher e Neon. Ou seja, trouxeram a dupla de duelistas, tão conhecida por times asiáticos e norte-americanos. O uso da Neon, em mapas mais abertos e longos, como a Breeze e Fracture, dá uma abertura para uma grande gama de estratégias velozes. Além disso, a sua força no ataque, consegue trazer impactos bem grandes, anulando algumas estratégias defensivas.

Por outro lado, a Liquid optou por jogar com a Jett, Sova, Viper, Cypher e Kay/O. Esse tipo de composição é mais tradicional, apostando em coletas de informação e ataques voltados para o plant das Spikes. O uso da Viper e Cypher ajuda no controle de objetivos e a dupla Kay/O e Sova ajudam nas informações e neutralizações de locais.

Na primeira metade, a FENNEL mostrou que estava jogando dentro do meta da velocidade. A Festival, que estava jogando com a Neon, estava impactando as defesas, conseguindo ir para cantos complicados e na base de defesa. Porém, com alguns ajustes, a Liquid conseguiu controlar bem e chegou ao empate.

Quando os lados viraram, o problema da velocidade começou a diminuir. A Neon, por mais que conseguisse alguns abates, não estava tendo tanto impacto e a composição da Liquid estava conseguindo melhores vantagens. Com isso, as brasileiras conseguiram fechar o mapa por 13-9 e venceram a sua primeira série. A manita bstrdd conseguiu o destaque da partida, jogando com a sua Jett e tendo uma Pontuação Média de Combate de 318 pontos.

Team Liquid x Shopify Rebellion GC

Team Liquid contra Shopify Rebellion GC, no VCT Game Changers Championship – Reprodução: Valorant Esports

A segunda partida da Liquid foi contra a norte-americana Shopify Rebellion GC. Elas haviam vencido, por 2-1, da europeia Guild X, conseguindo avançar para as semifinais da Chave Superior. Se na primeira série da Liquid já teve muita emoção, esse foi o famoso ‘teste de cardíaco’.

As brasileiras venceram por 2-1, com direito a perder o mapa de escolha, virada no segundo mapa e vitória limpa no último. Os mapas escolhidos foram Fracture, por parte da Team Liquid, Bind, pela Shopify Rebellion e Icebox, como o mapa decisivo. Uma escolha que, de acordo com alguns analistas, estava bem desfavorável para a Team Liquid.

Contudo, ao que pode ser visto, mesmo tendo algumas táticas anuladas ou dando errado, foi possível ver uma mudança no comportamento. Em apenas um dia, vários erros foram corrigidos, mesmo sem mudar a composição de agentes. Com essa vitória, a Team Liquid conseguiu chegar na final da Chave Superior, tendo a sua partida contra a europeia e parceira de treinos, G2 Gozen.

Pick e ban dos mapas de Team Liquid x Shopify Rebellion GC – Reprodução: Valorant Esports

Primeiro mapa – Fracture

Fracture foi o mapa de escolha da Liquid, o que surpreendeu os espectadores. A equipe teve resultados ruins, durante o VCT Game Changers Brasil, mas isso não impediu a equipe de escolher ele e conseguir fazer uma boa performance. Pelo fato da Liquid ter escolhido o mapa, a Shopify Rebellion escolheu o lado, que foi a Defesa.

As composições foram espelhadas, mostrando que as estratégias eram parecidas. Contudo, o modo de jogar era bem distinto. As composições eram Raze, Chamber, Brimstone, Sage e Breach. Esse tipo de composição foca em anular espaços, como a Orbe de Lentidão e a Falha Tectônica. Além disso, a Raze e o Chamber conseguem entregar uma agressividade bem segura para as equipes.

Contudo, o estilo de jogar da Shopify Rebellion era bem diferente. As jogadoras faziam defesas avançadas, com uma tática de pinça, fechando pelas pontas. Além disso, o ataque era bem rápido, sempre pegando informações e rotacionando, causando um caos muito grande no meio das partidas.

Na primeira metade, a defesa da Shopify era algo muito forte. Como falamos acima, elas estavam fazendo diversas táticas, conseguindo confundir as jogadoras da Team Liquid. Além disso, a vantagem adquirida nas primeiras rodadas, ajudou na vantagem, que foi acumulando, até finalizar a sua rodada por 7-5.

Quando os lados viraram, a defesa da Team Liquid tinha conseguido bons resultados, fazendo três pontos em sequência. Contudo, a vantagem adquirida foi muito grande, com a Shopify Rebellion fechando o mapa por 13-10. Quem recebeu o destaque da partida foi a duelista da equipe, sonder, que jogou de Raze e fez uma Pontuação Média de Combate de 333 pontos.

Segundo mapa – Bind

O mapa da Bind era uma incerteza muito grande, por parte da Team Liquid. As jogadoras não haviam feito uma performance muito boa no Brasil, deixando os torcedores um pouco aflitos. Contudo, a resiliência e a calma das jogadoras se mostraram bem fortes, mostrando que elas estavam indo com tudo na série. Por ser uma escolha da Shopify Rebellion, a Team Liquid começou escolhendo o lado, que foi a Defesa.

As composições foram bem diferentes, mostrando duas táticas distintas. A Team Liquid escolheu jogar de Raze, Viper, Astra, Fade e Skye. Uma composição focada em anular controle de território e conseguir informações nas regiões mais abertas. Além disso, com a Luz Desbravadora e Predador da Skye, era possível limpar corredores e locais mais fechados, em ambos os bombs.

Do outro lado, a Shopify Rebellion optou por jogar com a Raze, Chamber, Brimstone, Breach e Skye. Com esses agentes, as jogadoras conseguem fazer avanços mais rápidos, além de punir possíveis lurkers. Além disso, a Raze e o Chamber conseguiram impactar diferentes áreas, permitindo muita informação, seja na defesa quanto no ataque.

Durante a primeira metade, a defesa da Liquid não estava conseguindo encaixar. A Luz Desbravadora da Skye estava pegando várias informações erradas, dificultando a leitura de possíveis avanços. Além disso, o Brimstone conseguia incomodar bastante, tirando as jogadoras de posição, com o seu Incendiário e ultimate. O placar finalizou, nesta primeira metade, em vantagem para a Shopify, num placar de 7-5.

Quando os lados viraram, foi a vez da Team Liquid aproveitar dos avanços em locais diferentes. A Skye e Fade conseguiam muita informação, além de prender as adversárias em locais desfavoráveis. Por fim, a Team Liquid devolveu o placar de 7-5, levando a prorrogação. E na prorrogação, as brasileiras se mostraram mais resilientes, conseguindo fazer dois pontos seguidos e finalizando em 14-12. O destaque da partida foi para a drn, que jogou de Astra e teve uma Pontuação Média de Combate de 231 pontos.

Terceiro mapa – Icebox

A Icebox foi o terceiro e último mapa, trazendo uma lembrança complicada. Na última vez que a Liquid jogou esse mapa, ela perdeu para a FENNEL, por 13-8. Porém, durante uma entrevista, a jogadora da Liquid, naxy, disse que a performance delas, naquele mapa, foi algo atípico e que elas haviam corrigido e acertado as suas táticas. E foi exatamente isso que aconteceu. 

Quem começou no lado de Defesa, foi a Team Liquid, que serviu como uma forma de mostrar tamanha diferença. Outro fator que ajudou, foi a composição jogada pela Shopify Rebellion, que foi a mesma da Liquid. A falta do Omen, facilitou em certas defesas, sem se preocupar com a possível ida dele para a base, cortando as rotações. As composições foram de Chamber, Viper, Sage, Sova e Kay/O.

Na primeira metade, a Team Liquid foi soberana. Depois de fazer os três pontos iniciais seguidos, elas tomaram o empate. Porém, logo depois, elas fizeram cinco pontos seguidos, chegando ao oitavo ponto. No final, a primeira metade ficou em 8-4, indo para uma troca de lados bem tranquila.

Quando os lados se inverteram, a Shopify Rebellion conseguiu pontuar nos dois rounds iniciais. Contudo, isso não foi o suficiente. A Team Liquid chegou ao seu match point rapidamente, deixando a situação das suas adversárias bem complicada. O mapa terminou em 13-7 e a Team Liquid cravou o seu top 3. O destaque foi para a bstrdd, que jogou com o Kay/O e fez uma Pontuação Média de Combate de 322 pontos.

Próximo jogo da Liquid

Team Liquid durante o VCT Game Changers Championship – Reprodução: Valorant Esports

O próximo confronto da Team Liquid é contra a G2 Gozen, uma equipe bem conhecida e parceira de treino. Essa disputa vale vaga para a Grande Final, dando à equipe uma vantagem boa na hora de banir mapa. Lembrando que, no caso de derrota, ainda existe uma segunda chance, na final da Chave Inferior. O horário do jogo vai ser o seguinte:

Você pode acompanhar os jogos do VCT Game Changers Championship, pelos canais oficiais do Valorant Esports Brasil, na Twitch e Youtube. Além disso, existem diversas Watch Parties, para você acompanhar os jogos com o seu streamer favorito.