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Depois de passar por dois times de Valorant gigantes no Brasil, xand, uma lenda dos esports no Brasil, vai jogar na KRÜ, nosso rival clássico. Com quase 11 anos de carreira e aos 27 anos, conversamos com Alexandre “xand” Zizi sobre a mudança recente, a situação atual do Vava no Brasil e na franquia, e os planos a futuro. 

Reprodução: The Spike/KRÜ

O primeiro torneio que encontrei na tua Liquipedia é do dia 27 de novembro de 2011, quase 11 anos atrás. Eu queria entender a tua perspectiva como jogador. O que mudou nesses 11 anos na tua carreira e no cenário de esports no geral?

A estrutura, o investimento, os olhos das pessoas. O mundo dos esports é um mundo que envolve a tecnologia e, querendo ou não, com o passar dos anos a tecnologia fica mais em alta, o pessoal percebe mais. Você vê cada vez mais aí a criançada, a nova geração, de 14, 15 ou 16 anos, entrando no competitivo. 

Essa nova geração já nasce querendo um tablet, um celular, uma TV com YouTube para ver desenho, e antigamente não existia isso. Com mídia, mais gente, dinheiro, campeonatos… É uma bola de neve. E você falou que comecei em 2011, eu nem lembrava que foi esse o primeiro campeonato, mas tenho certeza que existiram outros antes desse.

Para você ter uma ideia, no CS: Source, uma ProGaming, o primeiro que foi um pouco maior, mas na época do Source o primeiro lugar ganhava 1000 reais, era algo bizarro. 

Só nisso você já vê a diferença no crescimento do cenário. Antes disso mesmo, há 11 anos, eu tinha 16 e esse foi o primeiro campeonato relativamente grande, mas desde os 13 ou 14 eu competia em campeonatos menores, e esses não aparecem em lugar nenhum. 

Joguei muito aqui na região de São Paulo, São Bernardo e tal. Já ganhei muito campeonatinho pequeno, já fiz várias viagens de ônibus para jogar campeonatos menores, só para resenha. Naquela época todo mundo almejava o dinheiro, mas ninguém imaginava o tanto que ia crescer.

Era mais um hobby do que um trabalho, tanto que todo mundo na época trabalhava ou estudava, ninguém largava mão de tudo para jogar. Era um ou outro no máximo.

Então você começou a jogar “competitivamente” no Source?

A minha carreira foi um pouco doida. Quando eu era pequeno comecei no (CS) 1.5, mas eu sempre gostei muito de jogar RPGs. Então eu jogava Tibia quando tinha 12 ou 13, jogava Mu, sempre joguei muito MMORPG. Não era um tryhard, mas sempre me divertia muito, toda vez que lançava um jogo novo ficava alí brincando e sempre com o CS também. Mas comecei no 1.5, daí no 1.6 cheguei a competir uns campeonatinhos presencialmente, só que eu era muito novo, e nesse ponto o 1.6 já era maior que o Source, já tinha um pessoal mais conhecido. 

Eu me achava com muito potencial, mas eu estava no começo da minha carreira. Até que um dia eu abri o meu Facebook, e eu vi que o meu primo postou que ganhou um campeonato do Source, ele era do Golden Glory na época, uma organização bem conhecida no mundo do CS nos primórdios, e aí eu começei a conversar com ele e ele me chamou para esse time.

Daí eu saí do 1.6 que era um maior perrengue, eu era moleque novo, ninguém me conhecia, o pessoal falava que eu xitava, para começar já no Source com um time bem legal. Migrei pro Source e começou a aparecer esses campeonatos maiores, e foi quando entrei num mundo realmente mais profissional. Também já fui elo alto no LoL, no Dota, e também no Valorant; tudo que aparecia eu jogava casualmente, até que cresceu tanto que consigo ser estável financeiramente.

Você jogou a pouco tempo em times que, debativelmente, são duas das maiores organizações do mundo, a NiP e a Furia. Você agora está na KRÜ que é um time que começou a pouco mais de dois anos, no próprio Valorant. Como tu vê a evolução desses times novos em um cenário onde já existem gigantes, não só no cenário latino-americano, mas no mundo inteiro, que cresceram nessa nova onda?

Falei sobre isso bastante na minha live, para pessoas próximas e até filmei a estrutura da KRÜ. Foi um choque. A NiP foi um sonho de moleque. Muito do pessoal do Valorant hoje não sabe o que a NiP significa para o mundo dos esports, mas foi um sonho jogar na NiP. 

Só que a NiP no Brasil não tinha estrutura nenhuma. Claro que tínhamos um salário ótimo, tinha uma ajuda boa, um contrato bem legal, etc., mas a gente não tinha muita estrutura. Então a gente teve que alugar um office provisório, tudo era provisório, tudo encaixando onde dava. A NiP foi uma honra pela tag, mas acredito que eu não tive o prestígio que a NiP sueca tem ou que a gente realmente sentiu ser a NiP. Mesmo assim, foi uma honra.

A Furia, com certeza, no Brasil é a melhor estrutura de todas, em questão da própia estrutura e do pessoal que trabalhava lá. Todo mundo é muito f*da. A gente ta vendo onde a Furia está chegando em todos os jogos que ela vai, todo mundo fala sempre super bem deles, e aí fui para a KRÜ. E lá eu tava com muito medo, não pela org, porque eu já conhecia os manitos, eu já conhecia o Nazget, o Klaus, o Leazo, eu já era amigo deles e já conhecia a estrutura. Só que eu nunca conheci o office, o pessoal que trabalhava lá. Eu também não sabia como era o contrato, a remuneração, os quais são importantes para quem vive disso. 

E aí, chegando lá, é a melhor estrutura que eu já tive em toda a minha carreira. Melhor que Furia, em questão de estrutura mesmo. Não que na Furia faltava algo, as duas são elite da elite, mas a KRÜ bate de frente e, na minha opinião, é melhor. O office deles é melhor, e é tão bem localizado quanto, sendo que moro atualmente a duas quadras do office da Furia aqui em São Paulo. É bizarro. A estrutura é surreal, O Agüero sempre tem muito contato conosco, é muito amigável, Os patrocinadores da KRÜ são absurdos. Então na KRÜ, na primeira semana que eu estive lá, eu me surpreendi de forma muito positiva, é absurdo. A estrutura da KRÜ é ridícula de boa.

Acredito que a KRÜ, por exemplo, por já ter colocado várias pessoas com experiência no cenário, gerentes de orgs grandes, alguns inclusive de orgs gringas, já sabiam como fazer o gerenciamento, e o Agüero, que é um cara com muito dinheiro, um competidor exemplar, com muita vontade e que realmente ama o negócio. Normalmente orgs menores pecam nisso. Elas dão casas, mansões para morar, elas têm esse dinheiro, mas a diferença entre desempenho e conteúdo é muito grande.

Vejo muito conflito nisso. E algumas orgs, claramente, não tem tanto dinheiro como alguém como o Agüero, então fica um pouco abaixo. Não tem como competir diretamente e leva um tempo para conseguirem. E várias também dão errado.

Muitas orgs começam e em menos de um ano cessam operações porque uma organização na dá dinheiro. Um time de Valorant não dá dinheiro, dá muito prejuízo. Mesmo que você tenha o melhor time do mundo, o salário desse time é maior do que a premiação que ele ganha no ano, e até isso acontecer você gasta muito, e tem gente que desiste no meio do caminho.

Conheço donos de orgs muito grandes, que dominaram o CS mundial por muito tempo, mas mesmo assim, eles me contaram ser muito prejuízo. O salário dos caras era 30, 40, 50 mil dólares por mês. Contando o coach, em meio ano você tem um milhão de dólares só em salário.

Se você ganhar um major no final do ano, você ainda fica meio elas por elas. Nunca é rentável. Assim como o futebol, os times não se mantém por ganhar os campeonatos, os times se mantém pelos patrocinadores

A KRÜ ganhou o apelido de carrasco do Brasil, já que já ganhou oito vezes de times brasileiros em momentos importantes. Eu gostara de saber, para ti, como jogador, como foi esse salto? Como foi o processo de contratação?

Esses meses de preparação para a franquia foi uma doideira. Por a gente ser da NiP, uma organização tão grande, ter ficado top 2 o ano inteiro indiscutivelmente, só atrás da LOUD, e acontecer de nós ficarmos fora da franquia, foi um choque bem grande em cima da org, que até então até os donos achavam que era algo meio que certo.

Eles tinham certeza que iam entrar. Então nós, jogadores, estávamos muito tranquilhos, nós estávamos muito bem no Brasil e não tinha porque a gente ficar de fora. Um dos fatores que talvez tenha sido chave foi que a NiP é uma org da Europa. Por isso eles escolheram a Made in Brazil e não a NiP da Suécia. Mas até então estávamos pensando em manter o time, nós “já estávamos na franquia”, eu não estava preocupado, até que anunciaram e f*deu.

Todo mundo correndo atrás. A LOUD ainda não tinha desmanchado, então eles estavam “fechados”, a Furia fez só uma mudança e essa já tava certa antes de anunciar a franquia, e era impossível eles ficarem de fora, e o outro time era a incógnita. Era a gente ou o MiBR. Mas foi um choque.

O contato foi tranquilo, eu já conhecia alguns moleques da KRÜ, sabia que eles eram um time ótimo, já que eles sempre ganhavam da gente. Eles tinham um desempenho muito forte, sempre iam muito bem no mundial, e eu tinha o contato com o Leazo, o coach deles.

Quando bateu esse desespero, eu postei no Twtitter e só mandei para ele e disse: “só para você saber mesmo que eu to Free Agent, se precisar eu to aqui”. Eu não contava com isso, mas era pro meu futuro, meu desespero, e eu não fico parado, corro atrás do meu sonho. No momento que mandei isso já falaram que queriam conversar comigo, já mostraram interesse. Começou por aí. No momento que a gente fechou, dois dias depois, já me levaram para a Argentina, fiquei 10 dias lá.

Você entrou, querendo ou não, no lugar do Keznit na KRÜ como, possivelmente, a grande estrela do time. Nesses últimos dois anos, ele se transformou em uma das grandes referências do cenário latino-americano de Valorant. Você sente, pessoalmente, alguma pressão de entrar no lugar dele?

Para mim não é um cargo ou um peso, não é uma responsabilidade extra. Porque, vamos supôr, em todos os times que eu jogava, eu fazia a função de duelista, ou o capitão, ou segundo capitão, então eu sempre tive uma pressão muito grande, e no Brasil eu sempre tive uma mídia grande.

Eu não conseguiria entender porque tanta gente me odeia. Não sou uma pessoa perfeita, erro e já errei muito na minha vida pessoal, principalmente, mas muita gente que é fã me odeia, fala que tenho ego e tal. Graças a Deus, isso vem diminuindo. Venho falando bastante com a galera, eu sempre dou muita atenção aos fãs, no Ibirapuera me conheceram, eu fiquei cinco horas lá tirando foto, e isso foi passando. 

Mas sou uma pessoa que sempre teve muito hate, principalmente no Valorant. Ali, no começo, eu sempre falava que eu não sou o melhor e tal. Eu sempre tive isso na minha cabeça: sei que eu não sou o melhor do mundo hoje, mas sempre que jogo eu me acho o melhor e estou sempre em busca de ser o melhor. Acho que todo mundo deveria ser assim. Mas algumas pessoas levam tudo isso de forma errada, então eu sempre tive muita pressão.

Não é um cargo por estar entrando no lugar dele. É um cargo normal, como em qualquer outro time. Estou buscando o topo, e sempre tem essa pressão de buscar o topo, terá critica, e, claramente, terá muita crítica do público latino se eu me desempenhar mal ou caso aconteça alguma coisa, porque eles idolatravam o cara (Keznit). Porque o cara amassava muito, ele é ótimo jogando, mas essa crítica, esse hate, eu já tomava no Brasil mesmo amassando. 

Jogava o ano inteiro bem, quando jogava mal: “O xand pipoca na final”. Tinha final que eu amassava, perdia e era: “o xand pipocou”. Isso não vai mudar. É um hate que eu não gostaria de tomar. Ele não saiu da equipe porque estou entrando, ele já saiu antes de eu entrar. Procura entender o que aconteceu, procurem apoiar os caras, e é isso. Mas sei como funciona o esporte, sei como funciona a internet. Será um peso, não por ele, mas pelo meu objetivo, que é ser o melhor, ser o melhor time, ganhar tudo, e continuar representando bem.

Jogando agora com uma rapaziada que é bem mais jovem que você, como o axeddy que tem 19, ou o Daveeys que tem 22, como a tua experiência tem um impacto no psicológico do time, e com a conversa com com essa gurizada que ta começando ou entrando no cenário? 

Primeiramente falando de mim como o mais velho, eu acredito que isso me impacta positivamente. A molecada ta chegando, ta jogando bem, e não é porque tenho talento, porque sei que sou bom, que posso afrouxar o ritmo.

Eu nunca pude, mas agora menos ainda. Tem essa molecada nova atrás de mim, eu sou uma das referências do time, eu tenho que estar sempre no foco. A gente tem dias ruins, tem campeonatos ruins, bons, isso é normal. Mas na minha rotina, e principalmente jogando, eu tenho que mostrar uma confiança e uma segurança para eles. Acho que esse é o principal ponto. E sobre afetar eles, eu imagino que afeta de uma forma positiva. 

Quando eu era mais novo eu jogava com pessoas mais velhas que admirava, ou conhecia, e sabia que eram pessoas que já tinham rodado o mundo inteiro para jogar. Eu acho que isso motiva eles também, assim como me motiva; são pontos diferentes, mas eu acho que deve ser uma motivação legal para eles. Em jogo temos um ótimo capitão, o Klaus. Tô contente. 

Sou uma pessoa que motiva muito o time, que grita muito, mas também sou uma pessoa que reclama. Por exemplo: jogamos um treino hoje, erramos muita coisa. O certo é o capitão falar primeiro, a gente saber cadenciar, o coach às vezes puxa a responsa, mas muito times não fazem isso, e acabo fazendo eu. Mas não está sendo o caso e isso me deixa muito feliz. 

Com a minha idade também, mais experiência, eu sempre peço desculpas, admito o erro in-game, alguns dos meninos são muito novos ainda e às vezes eles não têm essa pegada. Não é dizer que não tem autocrítica, mas é mais tímido e tal. Gosto de não apontar o dedo, mas dizer: “aqui você deveria ter feito isso ou o outro”, “talvez não devesse ter avançado ali”, etc. Dentro desse time a diferença de idade está sendo só positiva.

Já aconteceu de eu pegar meninos novos e pegar muito pesado no erro, e eles acabavam por ficar “murchos” comigo, acabavam criando um ranço. A pessoa não vê que eu só quero ganhar e que quero que ele pare de fazer aquilo errado. Assim como o coach, ou eles mesmo, podem apontar os meus erros e eu ouço abertamente. Quando a pessoa tem menos experiência ela, às vezes, não sabe lidar muito bem com isso, mas como a estrutura está redondinha, todo mundo trabalhando muito bem, não só jogadores como comissão, estão sendo só coisas boas.

Qual seria um conselho seu para um jogador novo que está se frustrando porque não está ganhando, ou se frustrando por outras questões internas do time?

A primeira coisa eu acho que é para a vida, não só para o jogo. É difícil quando você tem uma semana ruim, um dia ruim, todos temos vida pessoal, pode acontecer uma desgraça, ou muita coisa ruim acontecendo. Mas para o dia a dia, principalmente para o moleque mais novo, a primeira coisa que você tem que ter é empatia pelo próximo

Eu mesmo já errei muito nisso. O cara reclamou com você, por quê? É porque você errou e porque ele quer ganhar. O cara é meu parceiro de time, eu não vou fazer birra, eu não vou ser um moleque mimado, ou vou me abalar psicologicamente.

Com estrutura, com psicólogo você começa a entender que todo mundo está ali para ganhar, para aprender. Cada um tem que entender que todos tem a sua função, todos são bons no que fazem e eles estão ali por isso, e que, às vezes, você pode até ser o mais promissor, mas você tem que deixar os outros jogadores ter o seu momento de holofote.

É importante deixar de lado um pouco o protagonismo para o próximo. Muita gente sempre que brilhar. Eu mesmo sempre me achei muito talentoso, então eu sempre queria estar matando, brilhando e, desde a Furia, eu venho melhorando bastante nesse aspecto. Precisa fazer flex, faço. Eu fix Killjoy para o Jonn se sentir confiante, para ele poder brilhar. 

Eu só queria ganhar. Com essa mentalidade de empatia, de entender o outro. E se não conseguir entender, é importante ter terapia com psicólogo, lavar roupa suja. Toda sexta-feira, por exemplo, o time se junta para falar as coisas um na cara do outro, com empatia. Falar da maneira certa, sem aumentar o tom de voz, aceitar crítica. Mesmo que você ache que você não errou, você fala “me desculpa”, e resolve o problema tático depois, educadamente. O meio profissional é isso.

Como será esse torneio da RedBull, que levará vários times gigantes para brincar em Manchester? Queria que tu me comentasse o que tu acha sobre esse tipo de iniciativa.

Uma semana depois que entrei no time entraram em contato conosco, que ia ter esse campeonato, e mais um que está para ser anunciado, só que a gente tinha que optar por um ou outro. Então nós recebemos o invite para jogar, e nós pensamos em não jogar porque temos pouco tempo de time, vai ter um anúncio agora que provavelmente dará uns probleminhas, mas quando nós vimos os times que vão jogar, uma premiação bacana.

Não é um showmatch, é um campeonato. Não tem o top 1, 2 e 3 do mundo, mas tem o top 5, 7 e 10, então é um grande campeonato. É como se fosse uma ProLeague, uma Dreamhack, então optamos por jogar. Será ótimo ir para a Inglaterra, uma viagem internacional, uma estrutura f*da. Estamos muito felizes, treinando muito, vai ser divertido. Como você disse, vão ser vários times grandes para brincar, mas na realidade isso é uma grande preparação para fevereiro. Não vamos nos frustrar em caso percamos, mas estamos indo para ganhar e estamos bem confiantes.

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Reprodução: LinkedIn/KRÜ Esports

Quais são os teus planos e expectativas para os próximos meses? O que você espera para fevereiro, de Los Angeles, da KRÜ e dos times que vão estar nos representando lá fora?

Estou com uma expectativa muito grande na gente, eu acredito que sejamos um time muito forte. Saiu o Keznit, que era um moleque que se destacava muito, mas a base que ficou é muito forte, sempre se desempenhou bem lá fora. 

Ficou o capitão que é um cara que coordena muito bem, ficou uma base técnica muito boa, e os jogadores que entraram, na minha opinião, são ótimos, me surpreenderam de foram positiva. Eu estou feliz, sei do meu potencial, sei do que posso somar para o time. Em fevereiro estamos indo para ganhar, ou pelo menos fazer uma boa campanha, ir para os playoffs e representar bem a região. 

Além do nosso empenho, a equipe de conteúdo da KRÜ é sinistra, então esperem muito conteúdo, muitos vlogs. Nas casas todo mundo vai ter o seu próprio canto, vai show para conteúdo, para stream, para vlog, para mostrar Los Angeles inteira, fazer várias coisas out-game. Esperem coisas também com o dono da nossa equipe, que é um cara gigantesco no mundo do futebol, então será algo muito interessante pro pessoal acompanhar também. 

O que é legal para a galera é que todo mundo vai ver que somos um time muito feliz. É um time que gostei muito, todo mundo é muito alegre. Estamos muito hypados e vamos gritar muito, comemorar muito e sempre dar muita atenção para os fãs.

Esperem o melhor de nós, torçam muito, e quer criticar, critica, eu sou uma pessoa que leva as críticas muito bem, mas tudo tem limite. Não seja aquele cara podre, não só comigo, mas com os meus jogadores também, e nem com nenhum outro.

Tenho hoje 27 anos, perdi meu pai com 18, minha família ficou endividada por 10 anos e, graças a Deus, eu quitei tudo. Moro sozinho na melhor região de São Paulo, e vou morar fora na franquia. Batalhei muito para conquistar isso, você também pode. E não é sendo um cara que só fala mal dos outros, um hater de internet, que fará você chegar onde cheguei ou onde uma pessoa que você admira chegou. Pense muito nisso, tente sempre absorver coisas boas. Críticas são sempre bem-vindas, claro, de resto é resto, e vamo embora!