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Depois de uma pré season longa e recheada de novidades, o ano competitivo do League of Legends chegou. Com anúncios esperados, como a mudança do sistema de torneios do MSI e Worlds, temos novidades nas partidas ranqueadas, skins vitoriosas, novos campeões e muito mais. Confira tudo que mudou nesse novo ano, o League of Legends 2023 e se prepare.

Novo sistema de partidas ranqueadas

Uma das novidades apresentadas foram as mudanças nas partidas ranqueadas. Antigamente, o ano competitivo durava ao longo do ano, fazendo com que a jornada fosse bem longa e dando tempo para que as pessoas se estabelecessem em seus elos. Com isso, a prática de esperar um mês ou mais, para fazer a famosa MD10 (10 partidas que precisam ser jogadas, para definir o rank), pois, dessa forma, os jogadores com elos mais altos vão sair da fila de prata ou ouro.

Contudo, isso fazia com que os jogadores ficassem acomodados e a fila competitiva acabava sendo bem elevada. Quem chegava no rank desejado, ficava estacionado, jogando apenas as partidas para não cair de elo. Então, muitos jogadores acabavam sendo prejudicados e a taxa de partidas ranqueadas acabava caindo perto do meio do ano. Pensando nisso, a Riot Games mudou o funcionamento do ano competitivo, dividindo ele em duas etapas.

Agora, o ano competitivo terá duas etapas, divididas pelos semestres. Ou seja, no meio do ano, haverá um reset dos ranks (um reset leve, abaixando um pouco apenas o ranqueamento dos jogadores, parecido com que existe no TFT, quando chega o set .5). Com isso, o tempo para fazer a MD10 será menor, fazendo com que os jogadores investem mais tempo e não deixem de ficar muito tempo sem jogar.

Além disso, jogadores não tão assíduos terão os seus ranks resetados e irão perder o lugar naquele elo. Ou seja, periodicamente, teremos uma reformulação dos jogadores, por conta da maior taxa de rotatividade. E, por fim, isso vai ajudar na percepção de evolução. Ao ter o seu rank resetado levemente, você não vai iniciar uma nova temporada com jogadores de elos altos, mas sim de pessoas parecidas. Desse modo, o crescimento será um pouco mais perceptível. 

Skins vitoriosas

Então, com a mudança do sistema competitivo, uma das dúvidas ficou sobre como vão funcionar as skins vitoriosas. Para quem não conhece, ao chegar no elo Ouro, os jogadores recebem uma skin exclusiva. Elas são escolhidas seguindo alguns requisitos: ser um campeão relevante naquele ano e não ter tido outra skin vitoriosa. Com isso, os jogadores possuem um incentivo maior para jogar partidas ranqueadas.

Agora, com a mudança, dividindo o ano em duas etapas, foi anunciado que serão duas skins vitoriosas por ano. Ou seja, quando acontecer o reset no meio do ano, os jogadores vão receber a sua skin vitoriosa e o mesmo vai acontecer no fim do ano. Contudo, não são apenas essas as novidades acerca dessas skins. Outro anúncio foi em como elas vão funcionar.

De acordo com os diretores da Riot Games, é notável que os jogadores estavam jogando partidas ranqueadas apenas para conseguir o seu elo e conseguir a sua skin vitoriosa. Com isso, jogadores casuais e de elos menores, não conseguiam e acabavam ficando infelizes. Então, uma das estratégias pensadas foi entregar a skin vitoriosa para todos os jogadores que jogarem um certo número de partidas, que variam de acordo com o rank. O que vai diferenciar são os cromas. Cada elo vai receber um croma respectivo a ele, mudando a cor. 

Muitos jogadores não receberam bem essa notícia. Pelo fato de tirar o antigo requisito, a vontade de jogar partidas ranqueadas acabou sendo deixada de lado. Porém, isso não descarta a vontade de querer melhorar no jogo e testar os seus limites. No final das contas, a decisão acabou mais agradando, pois o impacto foi praticamente nulo e apenas trouxe benefícios.

Próximos campeões

Em 2022, foi anunciado que dois campeões iriam vir para o League of Legends, trazendo duas vontades dos jogadores. Além de uma complexidade, com habilidades bem construídas e um nível de jogo elevado, teremos outro mais simples, mas com um poder misterioso. Além disso, ambas as origens vem sendo pedidas, pois foram pouco exploradas, no LoL.

O primeiro vai ser um suporte encantador, da região de Ixtal, a mesma de Qiyana, Rengar, Neeko e entre outros. Milio vai trabalhar com habilidades complexas, levando para a rota inferior um tipo de jogo mais dinâmico. Muitos acreditam que ele será uma espécie de criança, mas nada foi confirmado. Além disso, o mesmo não possui uma data de lançamento oficial, mas será o primeiro a ser lançado.

Em seguida, temos um dos maiores pedidos da comunidade de LoL, um Darkin. Para quem não conhece, os Darkin são Ascendentes da antiga Shurima, que após lutarem na Guerra de Icathia, foram tomados pela loucura do Vazio. Eles adquiriram formas monstruosas e poderes de hemomancia (controlar o sangue).

Hoje em dia, conhecemos três Darkin’s, sendo que apenas um se encontra perto da sua forma antiga. Aatrox, Kayn e Varus fazem parte do trio, que tanto arrasou Runeterra no passado. Aatrox continua próximo a sua antiga forma, enquanto que Kayn fica na disputa com Rhaast (o Darkin), sobre quem vai dominar aquele corpo e Varus, que vive com o casal Valmar e Kai, em seu corpo.

Naafari será a primeira Darkin e a quarta do seu tipo, no League of Legends. Ela será uma assassina, focada num estilo de jogo simples e para a rota do meio. Uma das palavras que podem defini-la é a caça. Sua sede de sangue a levou para caçar os seus alvos e podemos esperar tais habilidades em seu kit.

Atualização em campeões e reworks

Além dos novos campeões chegando no League of Legends, foi anunciado algumas mudanças nos campeões atuais. A Ahri vai receber algumas mudanças visuais, deixando sua aparência mais limpa. Uma das coisas mudadas foi na sua animação, criando uma sinergia com as suas 9 caudas. Essa atualização vai chegar no dia 24 de Janeiro.

Outra mudança vai para o Aurelion Sol, que receberá um rework completo. Já fizemos um conteúdo completo sobre a mudança, basta acessar aqui e ver todas as novidades. Por fim, foi anunciada a atualização na passiva da Neeko. Agora, ela vai conseguir virar outros objetos dentro do jogo, além dos campeões aliados.

Ou seja, agora a Neeko poderá se transformar em um minion, plantas do jogo, monstros da selva. Com isso, a forma de jogar contra a campeã será muito diferente. A suspeita de que qualquer coisa poderá ser uma Neeko vai ser um alta, deixando todos os jogadores em situação de alerta. Contudo, a viabilidade dela no competitivo é praticamente nula. Mesmo com toda essa situação de se esconder, as suas habilidades não são muito úteis numa partida profissional.

Mudança no MSI e Worlds

Por fim, para terminar as mudanças anunciadas, foi dito sobre o que vai mudar no cenário competitivo internacional de League of Legends. Ambas as competições profissionais vão sofrer alterações em seus formatos, mudando a forma na qual elas são competidas. O propósito é torná-las mais agradáveis para os espectadores e competitivas para as equipes.

Fase inicial do MSI 2023 – Reprodução: Riot Games

No MSI, uma das mudanças foi no número de participantes. Ao invés de ter apenas os campeões, as ligas Majors (LCK, LPL, LEC e LCS) terão duas vagas. Contudo, as campeãs, de cada uma das ligas citadas, irão para uma etapa à frente, enquanto as demais vão jogar na fase inicial, exceto pela LCK, onde as duas equipes .

O formato da primeira fase vai ser de dupla eliminação, dividida em dois grupos. As equipes que vencerem, sem derrota, vão passar direto. Enquanto que, as que vencerem, mas na chave inferior, terão que se enfrentar, no final, para definir quem vai avançar de etapa. Na fase final, o formato vai seguir a chave de dupla eliminação. Ainda não se sabe qual a vantagem que o time finalista, pela chave superior, vai ter contra o seu adversário. É esperado que seja a escolha do lado inicial.

Fase final do MSI 2023 – Reprodução: Riot Games

Agora, para o Worlds, temos muitas novidades. A fase inicial vai possuir 8 times, sendo dois da VCS e PCS, e um das ligas da LLA, CBLOL, LJL e SQM. O formato vai ser de dupla eliminação, dividindo as equipes em dois grupos. Os finalistas, em ambos, se enfrentam, em um duelo cruzado (1º do grupo A x 2º do grupo B e o inverso). Com isso, teremos dois classificados para a Fase Intermediária, que vai ser em um formato Suiço.

Formato Suiço

Fase Suíça do Worlds 2023 – Reprodução: Riot Games

O formato Suiço é bem conhecido no mundo do CS:GO, porém no League of Legends, esse modo era ignorado. Para ajudar a compreensão, vamos usar o seguinte modelo. As equipes vão ser dispostas no mesmo grupo e todas vão se enfrentar. No final, teremos as vencedores e as perdedoras. Com isso, elas vão ser divididas em grupos.

No grupo de cima, apenas as vencedoras ficam e elas se enfrentam. E o mesmo acontece com os dos perdedores. Novamente, teremos outros grupos, das equipes 2-0, 1-1 e 0-2. No final, para se classificar, a equipe precisa ter 3 vitórias. Ou seja, você precisa vencer três duelos e caso perca três, será eliminado.

Esse modelo de formato pode parecer confuso, mas é considerado um dos mais justos. Os times, inicialmente, vão enfrentar grandes equipes, porém, à medida que vai passando, a tabela vai se organizando e os níveis se equiparando. Então, se compreende que equipes mais fracas, que nunca tiveram oportunidade de brilhar e pensar em se classificar. Inclusive, o caso do Brasil pode ser encaixado nesse tipo.

Fase final do Worlds 2023

Para finalizar, das 16 equipes do formato Suiço, oito vão se classificar para a Fase Final. Ela vai seguir o modelo já conhecido, com uma chave simples, começando nas quartas de final. Todas as partidas serão melhor de cinco mapas. Com isso, o Worlds será finalizado, com uma das maiores mudanças do seu sistema competitivo. Para resumir, teremos uma fase inicial, onde as maiores ligas não irão participar. No formato Suiço, teremos as 4 ligas Majors presentes, com 4 vagas para a LCK e LPL e 3 vagas para LEC e LCS.

Espera-se que, com isso, o campeonato comece a dar oportunidade para times menores. Fazendo com que eles apareçam e participem durante mais tempo no campeonato. Alguns analistas acreditam que essas mudanças possam favorecer o Brasil, podendo esperar que eles apareçam, ao menos, na fase Suíça.