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Nesta segunda-feira (21), a Riot Games divulgou um comunicado global sobre a descontinuidade dos campeonatos oficiais do jogo Wild Rift, a versão mobile de do jogo League of Legends. A decisão de descontinuar o cenário competitivo do game no Ocidente veio após um ano complicado para o título, que não alcançou o mesmo sucesso de seus “irmãos” League of Legends e Valorant.

A Riot anunciou que as competições oficiais de Wild Rift continuarão na Ásia, conforme explicado neste trecho do comunicado:

“Em 2023, vamos centralizar a operação e o foco de Wild Rift Esports na Ásia, o maior e mais ativo mercado de esports mobile no mundo. A nova liga de Wild Rift na Ásia será a primeira liga profissional de esports mobile inter-regional da Riot e substituirá o Wild Rift Esports (WRE) original em abril de 2023.”

“Esse novo ecossistema de liga consistirá em 12 times da WRL da China e oito times de outras regiões asiáticas em 2022. A temporada será estruturada em duas etapas por ano e focará em apresentar os melhores talentos das regiões mais competitivas do nosso esporte”, continuou a desenvolvedora.

Como era de se esperar, os atletas do jogo em questão detonaram a nota emitida pela desenvolvedora do game, e junto às duras críticas, pediram que a decisão fosse reconsiderada pela empresa.

Os players de Wild Rift receberam o apoio de personalidades como o streamer Felipe “YoDa”, e de célebres jogadores de LoL, como Felipe “brTT” e Filipe “Ranger”. Francisco “HUYA”, campeão do Wild Tour Brasil 2022 pela organização Omegha E-sports e agora integrante da Magic Squad, afirmou que se arrependerá pela vida toda por abdicar da universidade para se dedicar ao jogo.

No Twitter, HUYA lamentou dizendo: “Mano, eu simplesmente errei na maior questão da minha vida, estudar ou seguir meu sonho. O que é a vida? Uma piada? Eu vou me arrepender disso a vida toda. Tinha passado na UFPE em Ciência da Computação e vim jogar esse lixo.”

Matheus “Seelinah”, também campeão brasileiro pela Omegha E-sports, criticou a insensibilidade do comunicado twittando: “A notícia já era horrível. O pior foi não citar o esforço da comunidade nesse último fim de semana. Os caras só soltaram a nota fria e é isso, tamo junto.”

Wendel “Odyceuz”, jogador da Vivo Keyd Stars, publicou: “Larguei tudo pra jogar Wild Rift em 2021 e você acha que isso foi loucura? Loucura é a Riot tentar acabar com o competitivo aqui no Ocidente depois de tudo que aconteceu.”

Outros jogadores estão considerando a possibilidade de migrar para o Honor Of Kings, outro jogo da categoria MOBA para mobile. Porém, a Riot Games informou que abrirá a oportunidade para que outros parceiros possam realizar eventos, dando continuidade ao competitivo do Wild Rift fora da região asiática.

“Acreditamos que essas mudanças darão à comunidade tempo e espaço para crescer organicamente, e que novos parceiros possam estabelecer que posição as competições de alto nível desempenharão no seu ecossistema. À medida que o cenário de Esports do Wild Rift evolui, estaremos prontos para seguir em frente”, afirmou a empresa.

Vale lembrar que o Icons Global Championship 2022, principal campeonato de Wild Rift, alcançou um pico de apenas 54.261 espectadores simultâneos durante as transmissões, com média de 27.739, dado informado pela Esports Charts — plataforma que contabiliza as estatísticas de esports.

O CBLOL, Campeonato Brasileiro de League of Legends, quinta liga regional mais assistida do jogo, alcançou um pico de 331,4 mil espectadores simultâneos.

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