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Depois de uma jornada longa e exaustiva, as brasileiras da Team Liquid foram eliminadas pela Shopify Rebellion GC. Dessa forma, as jogadoras finalizaram a sua campanha no VCT Game Changers Championship em terceiro lugar. Mesmo com a derrota por 2-0, a campanha da Team Liquid foi algo memorável, levando em consideração que é o primeiro campeonato mundial feminino.

Team Liquid x Shopify Rebellion

Team Liquid x Shopify Rebellion, no VCT Game Changers Championship – Reprodução: Valorant Esports

Com gostinho de revanche, o encontro das duas equipes já havia acontecido uma vez, com a Team Liquid saindo vitoriosa, em um placar de 2-1, na Chave Superior. Com isso, a norte-americana Shopify Rebellion teve que fazer uma jornada na Chave Inferior, vencendo a Cloud9 White e reencontra as brasileiras novamente.

Os mapas jogados, nessa série foram Fracture, por escolha da Shopify Rebellion, Icebox, pela Team Liquid e Breeze, que seria o mapa decisivo da partida. Lembrando que, desses mapas, tanto a Fracture, quanto a Icebox foram jogados no encontro anterior. Então, seriam poucas surpresas das duas equipes nessa série. Contudo, algo estava certo, os dois times tinham pleno conhecimento dos estilos jogados e isso poderia ser o grande diferencial.

Um dos pontos que vale a pena ressaltar, foi o caminho da Shopify Rebellion. A equipe tinha jogado, minutos antes, contra a Cloud9 White, em uma série emocionante. Além de deixar as jogadoras aquecidas, esse confronto anterior tinha uma longa história envolvida. As duas equipes se encontraram diversas vezes no VCT Game Changers NA, com a Cloud9 White saindo vitoriosa, em todas as partidas. Ou seja, a vitória entregou mais que um hype, teve um gosto a mais.

Primeiro mapa – Fracture

O mapa de estreia foi a Fracture, por escolha da Shopify Rebellion. Essa escolha foi um tanto quanto surpreendente. No primeiro encontro das equipes, a Team Liquid que havia escolhido ele, porém tinha sido derrotada. Esse mapa possui muitos espaços longos e abertos, permitindo às equipes rotacionar muito bem e abrindo a possibilidade do uso de composições diferentes.

Contudo, nessa série, não foi o dia de ver agentes diferentes, como a Neon. Tanto a Team Liquid, quanto a Shopify Rebellion, escolheram jogar com Raze, Chamber, Sage, Brimstone e Breach. Um tipo de composição focada em punir avanços e proteger passagens. Junto a isso, o Chamber consegue proteger um bomb inteiro, usando a sua Marca Registrada num ponto e ele em outro, com toda a segurança do seu Rendezvous.

Além disso, a Sage acaba tendo um papel fundamental, conseguindo segurar avanços com o seu Orbe de Lentidão e protegendo passagens com o seu Orbe de Barreira. Enquanto isso, a Raze é uma das duelistas preferidas, junto da Neon, que conseguem trazer muitos impactos nas partidas. As suas granadas podem pegar cantos, além do seu Bumba, que podem pegar informações, tanto no ataque, quanto na defesa.

O mapa começou com a Team Liquid começando no lado Defensor. Até a quarta rodada, as duas equipes estavam fazendo boas jogadas, trocando pontos e chegando ao empate. Contudo, a Shopify Rebellion começou a emplacar pontos seguidos, abrindo uma vantagem em cima das brasileiras. No final, a Team Liquid até tentou dar uma controlada, mas foi para a troca de lados em desvantagem, por 7-5.

Na troca de lados, a Team Liquid demonstrou estar desconfortável, fazendo alguns ataques dispersos e perdendo rodadas importantes. Muitas das vezes, as jogadoras eram surpreendidas por avanços sincronizados ou pelo uso conjunto de habilidades, como o Cartucho de Tinta, da Raze, e a Falha Tectônica, do Breach. Com isso, a Shopify Rebellion conseguiu sair vitoriosa, com um placar de 13-9, abrindo a série por 1-0. Quem recebeu o destaque foi a sonder, que jogou muito bem com a sua Raze, conseguindo uma Pontuação Média de Combate de 263 pontos.

Segundo mapa – Icebox

A Icebox foi de escolha da Team Liquid, sendo segundo e último mapa. No último encontro, as brasileiras saíram na frente, conseguindo um placar bem tranquilo, de 13-7. Contudo, dessa vez, a história se inverteu, com a Shopify Rebellion fazendo uma partida fenomenal, cancelando o sonho da equipe canarinha.

Na questão de agentes, tivemos novamente composições espelhadas, com a Team Liquid e Shopify Rebellion jogando de Chamber, Sova, Kay/o, Viper e Sage. O Chamber trabalha como um duelista, mas consegue agir com maior segurança e proteger ambientes, com a sua Marca Registrada. Unindo a isso, a dupla de Iniciadores, Sova e Kay/O, conseguem ajudar as equipes a obter informações importantes, fora a neutralização.

Além disso, a Viper tem uma vantagem bem grande, conseguindo proteger bombs, ajudar avanços e a sua ultimate, que praticamente cancela uma entrada. Por fim, a Sage acaba sendo uma agente com um conjunto de habilidades muito forte no mapa. O seu Orbe de Barreira é muito importante para proteger os plants, fora que bloqueia passagens.

Por ser um mapa da Team Liquid, a Shopify Rebellion escolheu o lado inicial, que foi o Defensor. Logo no início, as jogadoras norte-americanas estavam dominando o jogo. Praticamente, a cada dois pontos da Shopify Rebellion, a Team Liquid fazia apenas um. Com isso, as brasileiras ficaram em desvantagem, perdendo a primeira metade por 9-3.

Na troca de lados, a situação da Team Liquid estava bem complicada, pois a equipe teria que agir com poucos erros. Contudo, logo no início, a Shopify Rebellion fez três pontos seguidos, chegando ao match point. A Cavalaria até tentou segurar, mas acabou não aguentando e o mapa finalizou em 13-5. O destaque da partida foi para a Lorri, que fez uma partida grandiosa com a sua Sage, conseguindo uma Pontuação Média de Combate de 378 pontos.

Team Liquid, com destaque da daiki, após a derrota contra a Shopify Rebellion – Reprodução: Valorant Esports

O futuro da Team Liquid e do VCT Game Changers

Com isso, a Team Liquid retorna ao Brasil, para disputar as qualificatórias abertas do VCT BR 2023, nas quais já se encontram cadastradas. Contudo, ainda não se sabe se as jogadoras vão permanecer juntas ou sobre qualquer tipo de movimentação dentro da equipe. Elas são um dos poucos times que estão juntos desde o início. Antes mesmo de ser Liquid, as cinco jogadoras estavam unidas, sob o time da Gamelanders Purple.

Diversas jogadoras, dentro do cenário feminino/inclusivo, estão livres dos seus contratos, abrindo uma margem para especulações. Além disso, o cenário do Game Changers está a todo vapor, mesmo sem um anúncio oficial do calendário. Devemos ter mais uma etapa do Game Changers Championship, que foi um grande sucesso mundial. Outro fator a ser analisado, com bastante cuidado, é a possibilidade de equipes estrangeiras voltarem os olhos para as jogadoras brasileiras.

Contudo, o que realmente pode-se esperar, é um novo ano competitivo bem movimentado e com times iniciando o investimento no cenário feminino/inclusivo. Com tanto investimento, por parte da Riot Games, mais equipes devem começar a surgir, aumentando a força, de algo que, a pouco tempo atrás, era impensável.