Publicidade
ad
Compartilhar
Últimos guias
Publicidade
ad

A Team Liquid enfrentou a europeia G2 Gozen, pela vaga na Grande Final, e acabou sofrendo a sua primeira derrota na competição. Com um placar de 2-0, as brasileiras foram para a Chave Inferior, aguardando o resultado do confronto entre Shopify Rebellion GC e Cloud9 White. Confira como foi o jogo entre as equipes e análises sobre as escolhas de agentes por ambas as equipes, ao longo dos dois mapas jogados.

Team Liquid x G2 Gozen

Team Liquid contra a G2 Gozen, pela fina da Chave Superior – Reprodução: Valorant Esports

Essa era uma das partidas mais aguardadas do VCT Game Changers. Ambas as equipes fizeram uma jornada incrível, vencendo sob oponentes poderosos. Além disso, os dois times já demonstraram serem amigos, falando isso durante a coletiva pré-campeonato e após o jogo contra a Shopify Rebellion.

Era esperado um jogo complicado, pois o estilo de jogo das equipes eram parecidos, gostando de fazer anti-táticos, avanços e estratégias em cima da Spike. Junto a isso, de acordo com alguns analistas, essa partida poderia ser considerada uma final antecipada. Duas equipes que estão no cenário há muito tempo e que dominaram toda a sua região, a G2 Gozen na Europa e a Team Liquid no Brasil.

Os mapas dessa série foram a Ascent, por parte da Team Liquid, Breeze, escolhido pela G2 Gozen e Icebox, que seria o decisivo, caso chegasse a ele. Outro fator importante a se citar, é no modo de jogar da G2 Gozen. As suas composições, aparentemente, se mostram desleixadas, com escolhas bem peculiares. Contudo, isso se mostrou totalmente diferente dentro do jogo. Certos agentes se mostraram perfeitos para o estilo de jogo europeu, conseguindo causar um impacto muito grande nas partidas.

Primeiro mapa – Ascent

Para surpresa de todos, o mapa da Ascent havia passado da fase de banimentos. E claro que a Liquid não iria deixar ele de fora. Como já falamos anteriormente, a equipe brasileira possui uma grande preferência pelo mapa, conseguindo fazer excelentes táticas. Contudo, as jogadoras da G2 Gozen haviam preparado algumas surpresas no mapa, começando pela composição de agentes.

Enquanto que a Team Liquid foi com sua composição padrão, usando Jett, Kay/O, Sova, Killjoy e Omen. A estratégia usada nesse tipo de situação é bem interessante. A dupla de Iniciadores conseguem ter uma quantidade relevante de informação. Além disso, a Killjoy é uma excelente protetora, seja com a sua Torreta, Robô de Alarme ou ultimate. E, para finalizar, a Jett e o Omen possuem uma função importante, de conseguir impactar as entradas e causar uma distração forte, para que as demais jogadoras possam agir.

Em contrapartida, a G2 Gozen preparou algo mais peculiar, jogando de Chamber, Kay/O, Sova, Omen e Sage. O Chamber tem uma função parecida com a de um duelista, mas ainda tem a possibilidade de usar a sua Marca Registrada, para proteger um local. O Kay/O e Sova cumprem as funções que falamos acima. A grande diferença está na Sage. O seu Orbe de Lentidão segura avanços velozes, além do seu Orbe de Barreira, que pode ser o diferencial em rounds econômicos.

Por ser um mapa da Team Liquid, a G2 escolheu o lado inicial, que foi o Defensor. Nas rodadas iniciais, as jogadoras da Cavalaria estavam conseguindo emplacar rounds atrás de rounds. Eram pontos conquistados em sequência, com direito a clutch. Foram, ao todo, cinco pontos em sequência, que foram interrompidos numa pausa da G2 Gozen. Após isso, as jogadoras da Europa conseguiram empatar o placar, terminando em 6-6.

Quando os lados viraram, foi a vez da G2 conseguir fazer alguns pontos em sequência. Elas chegaram ao seu 10º ponto, mas a Team Liquid conseguiu empatar, deixando toda a disputa mais acirrada. No final das contas, o mapa foi para a prorrogação, onde a G2 Gozen conseguiu fechar rapidamente, em um placar de 14-12. O destaque foi para Mary, que fez uma grandiosa partida com o seu Chamber, conseguindo uma Pontuação Média de Combate de 269 pontos.

Maryam “Mary” Maher, a MVP do primeiro mapa, entre Team Liquid e G2 Gozen – Reprodução: Valorant Esports

Segundo mapa – Breeze

O segundo mapa e último mapa foi a Breeze, outro mapa bem jogado pela Team Liquid, o que deixava as esperanças elevadas. Claro que, a G2 Gozen também possuía uma força grande no mapa, justificando a sua escolha. Portanto, o que mais chamou a atenção no mapa, não foi o placar acirrado, mas sim as composições, que entregaram uma surpresa bem grande.

A Team Liquid optou por jogar com a composição mais padrão, com Jett, Viper, Sova, Kay/O e Cypher. Com essa combinação de agentes, é possível conseguir acessar diversos meios de ataque e defesa. A dupla de Iniciadores é algo bem padrão, conseguindo acesso a informação e neutralização de regiões. Além disso, a Viper é uma ótima Controladora, podendo proteger regiões, anular plants ou até mesmo segurar o desarme da Spike, fazendo os seus famosos pixels. Por fim, o Cypher ajuda na proteção de regiões, além de ajudar a coletar informações nos locais abertos, algo que a Breeze tem de sobra.

Por outro lado, a G2 Gozen deu uma inovada, jogando de Kay/O, Chamber, Viper, Reyna e Sova. Isso mesmo, uma Reyna jogando competitivamente e conseguindo impactar o mapa. De acordo com diversos analistas de Valorant, Reyna é um dos agentes mais individualistas, se encaixando praticamente nada com o atual meta. Porém, nas mãos da juliano, a agente se transformou. 

Na primeira metade, a Team Liquid optou por começar na Defesa. Mesmo vencendo as duas rodadas iniciais, os rounds seguintes foram cruéis para o Brasil. A G2 Gozen foi conseguindo conquistar pontos importantes e fechando o placar em 7-5. Quando os lados viraram, a Team Liquid até que conseguiu bons rounds. Contudo, isso não foi o suficiente e a G2 Gozen fechou o mapa em um placar de 13-10. O destaque da partida foi para a mimi, que fez uma excelente partida com o seu Kay/O, conseguindo uma Pontuação Média de Combate de 244 pontos.

Michaela “mimi” Lintrup, jogadora destaque do segundo mapa, entre Team Liquid e G2 Gozen – Reprodução: Valorant Esports

A segunda chance da Team Liquid

Time da Team Liquid, durante a apresentação do VCT Game Changers Championship – Reprodução: Valorant Esports

Como falamos anteriormente, Team Liquid ainda tem uma segunda chance, na Chave Inferior. O seu oponente ainda vai ser definido, entre o confronto entre as norte-americanas Cloud9 White e Shopify Rebellion GC. Uma partida que terá uma emoção a mais. As duas equipes se enfrentaram nas finais do VCT Game Changers NA, com a Cloud9 White saindo vitoriosa, em todos os seus encontros.

O horário da partida da Team Liquid está previsto para começar às 15h, do dia 19 de Novembro. Você pode acompanhar os jogos do VCT Game Changers Championship, pelos canais oficiais do Valorant Esports Brasil, na Twitch e Youtube. Além disso, existem diversas Watch Parties, para você acompanhar os jogos com o seu streamer favorito.