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Depois de uma espera repleta de ansiedade e expectativas, a LOUD voltou aos palcos do VCT LOCK//IN. Valendo vaga para a Grande Final, a equipe brasileira jogou contra a DRX. A partida foi repleta de surpresa e emoções, com a LOUD conseguindo abrir um 2-0, sofrendo o empate, para que, no fim, conseguisse vencer a série. Confira como foi o jogo, que serviu como um teste de cardíaco, para todos os torcedores:

LOUD x DRX – O Brasil em mais uma Grande Final mundial de VALORANT

Equipe da LOUD e DRX no palco, antes da partida
Equipe da LOUD e DRX no palco, antes da partida

A partida entre as duas regiões estava sendo muito aguardada. De um lado, o último representante das Américas, do outro, o último do Pacifico. LOUD e DRX foi uma partida que estava prometendo muita coisa e entregou tudo aquilo que os torcedores esperavam. O melhor do VALORANT aconteceu, em todos os cinco mapas jogados.

Tivemos na seleção de mapas algumas surpresas. A LOUD começou banindo a Haven, que vem sendo um mapa bem complicado, por conta do forte ataque. Em seguida, era esperado o banimento de Ascent, que foi um mapa chave para a equipe brasileira em 2022. Contudo, a DRX resolveu banir Lotus, surpreendendo a todos. Então, com isso, os picks e bans ficaram da seguinte forma:

Primeiro mapa – Pearl

A Pearl vem sendo um dos mapas favoritos da LOUD. Os brasileiros apresentaram uma facilidade bem grande de jogar o mapa e montar algumas estratégias, surpreendendo os adversários a cada jogo. Isso vem sendo frutos das mudanças atuais da equipe, junto com os treinos e o bootcamp na Europa.

Começando no lado defensivo, a LOUD não mostrou brechas. Mesmo tomando três rounds seguidos, depois das rodadas iniciais, a recuperação brasileira foi algo estrondoso. Foram sete rounds em sequência, fechando a primeira metade em um sólido 9-3.

No ataque, a LOUD tinha um simples objetivo, fechar o mapa de escolha, com um ataque certeiro. Com três pontos conquistados em sequência, a vida da DRX estava complicada. Eles teriam que lutar contra um fortíssimo ataque, durante 9 rodadas, para que, dessa forma, pudessem levar o mapa para prorrogação.

Porém, isso acabou sendo apenas um sonho. Com um placar de 13-5, a LOUD fecha o mapa, levando a torcida à loucura.

Segundo mapa – Icebox

A Icebox vem sendo um dos mapas mais jogados no VCT LOCK//IN, até o momento, foram 11 aparições, perdendo para Pearl e Haven. E, para surpresa dos espectadores, as equipes apostaram em composições parecidas. A LOUD apostou em jogar de Jett, Skye, Killjoy, Harbor e Viper. Pela DRX, tivemos Jett, Sova, Killjoy, Harbor e Viper. Ou seja, houve apenas uma mudança, no lado dos iniciadores.

Começando no lado defensor, a DRX apresentou um estilo bem parecido com o mapa anterior. Com isso, os brasileiros conseguiram entender e foram bem decisivos nas tomadas de decisão. Foram, ao todo, oito rounds conquistados em sequência. A cada ponto, o ginásio ia ao êxtase, fazendo o chão tremer. No fim, a LOUD conseguiu ir para o lado defensor com mais um placar de 9-3.

Novamente, os coreanos da DRX tinham uma tarefa complicada. Segurar os brasileiros estava sendo algo bem complicado, mesmo sendo no seu mapa de escolha. O placar chegou a ficar 11-3, parecendo que seria mais um daqueles resultados elásticos. No fim, a DRX deu uma controlada, que acabou não sendo o suficiente, terminando em 13-8.

Terceiro mapa – Split

E foi a partir do terceiro mapa que os torcedores brasileiros começaram a roer as unhas. Se inicialmente estava tudo muito tranquilo, com placares elásticos e muita festa, agora, a comemoração era coreana. Os cantos de ‘Eu Acredito’, ‘Empurra’ e ‘LOUD, LOUD’ entoavam no ginásio, que acabou não sendo o suficiente.

Começando no lado defensor, a DRX armou uma tática bem inteligente, controlar a região central, abusando de avanços nos dois pontos. Com isso, eles sempre sabiam onde estaria a LOUD e permitia uma defesa agressiva, indo nas costas dos adversários. No fim, o placar de 9-3 voltou a aparecer, mas dessa vez para a DRX.

Indo para o lado defensor, a LOUD experimentou um pouco do que havia entregado a DRX. O erro deveria ser o mínimo e qualquer tomada de decisão, tinha que ser revista várias vezes. Contudo, mesmo se atentando em alguns eventuais erros, a diferença no placar foi decisiva e a DRX venceu por 13-7.

Equipe da DRX, após a coletiva de imprensa, com o Stax fazendo o L, símbolo famoso da LOUD
Equipe da DRX, após a coletiva de imprensa, com o Stax e Rb, fazendo o L, símbolo famoso da LOUD

Quarto mapa – Fracture

A Fracture vem sendo um mapa onde os torcedores da LOUD preferem não assistir. Desde 2022, o mapa vem se tornando um carrasco, fazendo com que as emoções sejam elevadas nas alturas. O mapa cria uma margem para muita criatividade, misturada com a velocidade, dando uma certa liberdade aos times.

Com isso, a DRX optou por jogar de Neon, Breach, Fade, Brimstone e Killjoy. Enquanto que a LOUD escolheu jogar de Jett, Raze, Breach, Brimstone e Killjoy. De um lado, uma composição com dois iniciadores e uma duelista veloz, podendo rotacionar fácil. Do outro, temos dois duelistas, dando um poder de iniciação forte, junto com a possibilidade de explosão.

Com uma primeira metade controlada, as duas equipes estavam estudando bastante o estilo uma da outra. Poucas vezes um time estava na frente, fazendo com que terminasse empatada. Na troca de lados, era esperado o mesmo tipo de controle, com as duas equipes continuando as análises, tentando anular as táticas adversárias.

Porém, na realidade, o ataque da DRX foi absoluto. Eles dominaram os brasileiros, deixando eles perdidos. Com isso, o impacto era tanto, que o mapa finalizou em mais um 13-7.

Quinto mapa – Ascent

Para finalizar, um dos mapas que mais trouxe alegria para os brasileiros em 2022, a Ascent. Ao longo do ano anterior, Ascent era conhecido por ser a terra do Brasil. Foram diversas vezes que a LOUD dominou os seus adversários, mostrando uma maestria incrível nele. Inclusive, se tornou quase um banimento obrigatório, quando se estava enfrentando a antiga LOUD.

Começando no lado atacante, a LOUD conseguiu fazer algumas tomadas de decisão bem inteligentes. Mesmo com uma defesa bem estruturada, a DRX acabou encontrando alguns problemas. O placar de 7-5, mesmo não sendo tão elástico, serviu para deixar a torcida da LOUD hypada.

Na virada de lados, a LOUD voltou a pontuar nos rounds pistols. A cada ponto, o ginásio explodia. O tremor no chão era real, deixando todos abismados e empolgados. Mesmo fazendo três pontos, a DRX acabou sendo superada e a LOUD fechou o mapa. Com um placar de 13-8, os brasileiros chegam a mais uma grande final mundial, se consagrando como uma das equipes mais fortes do cenário mundial.

O MVP da série foi para o icônico Aspas. Sua Jett foi decisiva em todos os mapas, conseguindo números absurdos, como 93 abates, 21 primeiros abates, 164 de dano médio por round e 265 de Pontuação Média de Combate.